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Protestos contra reajuste das tarifas de transporte coletivo

Manifestações populares tomaram as ruas de ao menos 11 capitais brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Maceió e Vitória, além de Brasília, no início da noite desta segunda-feira (17). Na capital paulista, calcula-se entre 30 e 65 mil pessoas, a depender da fonte, o número de manifestantes nas ruas. Em Brasília, parte externa do edifício do Congresso foi tomada.

À luta pelo passe livre e por melhorias no transporte público, somou-se à pauta dos organizadores o protesto contra a violência policial. Nas manifestações da semana passada, a polícia, com seus batalhões de choque, promoveu cenas de violência e repressão que relembraram momentos da ditadura militar. Até a imprensa foi alvo, com diversos jornalistas feridos.

No final de semana, nos jogos que marcaram o início da Copa das Confederações da Fifa, mais cenas de violência policial foram vistas em Brasília e Rio de Janeiro. Para reprimir ativistas que criticavam os gastos com a construção dos estádios, mais uma vez as forças de seguranças usaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio.

Sob críticas e após chamar os manifestantes de “baderneiros”, o governador de São Paulo recuou. O uso de balas de borracha, que comprometeram a visão de um dos olhos de um fotógrafo na semana passada, foi proibido nos atos desta segunda.

Entretanto, a pauta central das mobilizações, ou seja, queda das tarifas de transporte, continua sem resposta por parte dos governantes, seja Alckmin, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ou seus colegas do Rio de Janeiro e outras cidades.

Veja também: São Paulo reúne multidão contra tarifa de transporte e violência policial

Fonte: Agência Carta Maior

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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