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O lançamento da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 na Base do Sindicato dos Bancários da Paraíba será nesta segunda-feira (06/07), com um ato público em frente ao Condomínio do Banco do Brasil na Praça 1817, em João Pessoa-PB, a partir das 9h, com carro de som, faixas, cartazes e o Trio de Forró Raízes Nordestinas.
Após o lançamento, com o tema “Bancárias e bancários feitos de esperança, movidos pela luta”, dirigentes, delegados e delegadas sindicais percorrerão as principais agências bancárias da capital para mobilizar a categoria e sensibilizar a sociedade sobre a pauta de reivindicações, as difíceis negociações com os banqueiros e até a possibilidade da deflagração de uma greve, caso não seja celebrado um acordo satisfatório até o dia 31 de agosto.
Negociações
Nesta quinta-feira (2), aconteceu a primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que deve ser assinada até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro.
Os trabalhadores apresentaram as seguintes reivindicações relacionadas às cláusulas sociais: Pessoas com Deficiência (PCDs); Implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso; Defesa do teletrabalho e direito à desconexão; e Segurança bancária digital.
O presidente do Sindicato ressaltou a estratégia dos bancos em empurrar as contrapropostas para o fim de agosto. A representação da Fenaban ficou de analisar a pauta para dar a resposta posteriormente.
“Nós somos feitos de esperança porque acreditamos na capacidade de transformação da luta coletiva. Mas, essa esperança não é passiva; ela se move pela organização, mobilização e defesa concreta de salário, emprego, PLR, saúde, direitos, segurança, respeito e dignidade no trabalho. E precisamos de muita mobilização, unidade da categoria e disposição de luta para fortalecermos o Comando Nacional nas mesas de negociação para arrancarmos um acordo positivo para a categoria até a data base. Se não conseguirmos pela via negocial, vamos à greve, que é nossa arma legal!”, afirmou o presidente Lindonjhonson Almeida.
Os principais eixos da pauta de reivindicações da categoria são:
- 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLR, VA e VR;
- Fim das metas abusivas;
- Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
- Manutenção dos direitos conquistados;
- Manutenção da mesa única, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
- Defesa do emprego bancário;
- Defesa dos bancos públicos;
- Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.
ois/.





