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A violência contra bancos que assusta bancários e clientes continua em alta no estado de São Paulo. O número de ocorrências de assaltos a bancos disparou de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) divulgado no último dia 25 de setembro. Entre agosto de 2012 e 2013 o número de assaltos a bancos subiu de 12 para 30, aumento de 150%.

A alta também foi registrada na capital, onde foram observadas 17 ocorrências em agosto deste ano contra sete no mesmo mês de 2012, o que representa crescimento de 143%.

Drama do trabalhador

Estabilidade após sequestro, assistência às vítimas de assalto ou sequestro, fim do transporte de chaves de agências ou cofres pelos bancários. Tudo isso é reivindicação da categoria bancária não atendida pelos patrões. E esses são alguns dos motivos da greve que começou no dia 19 de setembro. Os números divulgados na quarta-feira pela SSP reforçam a insegurança vivida cotidianamente pelos trabalhadores e também por clientes.

Mobilização

O Sindicato dos Bancários de São Paulo convoca os trabalhadores para fortalecer a greve também por mais segurança. O assunto faz parte das negociações da Campanha Nacional 2013.

O conceito geral sobre o que significa segurança para a categoria foi deixado claro pelo Comando Nacional dos Bancários na negociação do dia 8 de agosto: a preservação da vida de trabalhadores e clientes.

Os negociadores da Fenaban disseram concordar com esse princípio, ao que os representantes dos trabalhadores rebateram com o fato de que uma parcela cada vez menor do lucro é investida em segurança.

Os números da pesquisa feita pelas confederações de bancários e vigilantes foram ressaltados na mesa de negociação, alertando para a ampliação dos casos de roubo a bancos e da violência contra os trabalhadores, principalmente os sequestros dos bancários que portam chaves de cofres e agências.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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