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DSC 1458Nesta terça-feira, 1º de outubro, o Sindicato dos Bancários da Paraíba foi surpreendido com a notícia de que a Procuradoria do Trabalho havia pedido a aplicação de multa no valor de R$ 60 mil por descumprimento do acordo judicial celebrado em janeiro de 2012, entre o Ministério Público do Trabalho e a Entidade Sindical.

O presidente do SEEB – PB, Marcos Henriques, que também é membro do Comando Nacional dos Bancários, estranhou a atitude do Procurador Eduardo Varandas, pois os bancários vêm cumprindo todos os trâmites legais durante a greve. “Desde o dia 19 de agosto, quando a greve dos bancários foi deflagrada, a categoria não descumpriu nenhum item do acordo firmado no dia 31 de janeiro do ano passado; daí a surpresa com o pedido de desarquivamento do processo e a conseqüente aplicação da multa”, ressaltou.

E mais intrigante ainda foi o fato de a Procuradoria do Trabalho colher informações justamente com Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Sindicato dos Bancos e Procon Estadual, para fundamentar o desarquivamento do processo, sem sequer ouvir a representação dos bancários em greve.

“Os bancários têm a consciência de que a greve é contra os bancos e não contra a sociedade. Portanto, o abastecimento dos caixas eletrônicos está sendo feita de maneira satisfatória, assim como, também, a compensação de cheques e outros papéis, que é o único serviço essencial para o segmento bancário, segundo o item XI, do Art. 10, da Lei nº 7783/89, a Lei de Greve”, argumenta o presidente do SEEB – PB.

Louvamos a Procuradoria do Trabalho quando expressa que “reconhece o direito de greve, a justeza do pleito dos bancários, mas a população não pode ser lesada…” Portanto, o Sr. Procurador precisa responsabilizar os verdadeiros culpados por todo esse constrangimento à sociedade, que são os banqueiros, que apostaram no confronto, quando poderiam ter adotado a via negocial e posto fim ao impasse e evitado mais essa greve.

“Os bancos fazem parte do segmento da economia que vem obtendo sucessivos recordes de lucros. Portanto podem conceder aumento real aos bancários, proporcionar melhores condições de trabalho, com segurança, sem pressão, sem metas abusivas e sem praticar assédio moral, bem como oferecer um atendimento digno a clientes e usuários dos serviços bancários”, concluiu Marcos Henriques.

 

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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