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Trabalhadores indicaram prioridades da pauta de reivindicações

A Fetrafi-Nordeste realizou na última sexta-feira (10), em Recife, o Encontro Regional dos Dirigentes Sindicais do Santander. O evento foi preparatório ao Encontro Nacional, a ser realizado nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo.

A reunião contou com a participação de vários estados nordestinos e foram definidas as propostas para discussão no Encontro Nacional.

A mesa de abertura foi formada pela diretora da Fetrafi-Nordeste, Teresa Souza, pela diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Jairo França, e pelo secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

O emprego foi um dos temas centrais em debate. Enquanto o banco demitiu funcionários e fechou postos de trabalho no Brasil no primeiro trimestre de 2013, nos demais países da América Latina onde atua houve saldo positivo de contratações.

A contradição é explícita, pois é exatamente no Brasil que o banco obtém o seu maior quinhão de lucro: 26% do total em todo o mundo. Já a participação da Espanha ficou em 11%, onde quase não há demissões, apesar da grave crise financeira.

“É inaceitável o descaso do banco com o emprego no Brasil”, resumiu Ademir, que fez uma apresentação com uma análise do Dieese sobre o desempenho do banco nos primeiros três meses do ano. Para ele, “é preciso dar um basta nas demissões e no corte de empregos”.

Outras questões igualmente importantes foram indicadas como prioridades na pauta específica de reivindicações dos funcionários: melhores condições de saúde e trabalho, plano de cargos e salários (PCS), eleições democráticas no SantanderPrev e solução das pendências de previdência complementar, como no Bandeprev, mais investimentos em segurança e fim das práticas antissindicais do banco.

“Queremos mais emprego, melhores salários, mais saúde e condições de trabalho, além de uma previdência complementar e um plano de saúde decentes”, afirma o secretário de Administração do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Epaminondas Neto, que é funcionário do Santander. “Mas, sobretudo, vamos cobrar respeito do banco, que obriga seus funcionários a trabalhar em condições degradantes, submetidos a assédio moral constante, metas abusivas e ao adoecimento frequente”, conclui o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT com Fetrafi-NE e Seec Pernambuco

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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