Crédito: Seeb Rio de Janeiro
Seeb Rio de Janeiro
Vice-presidente da Contraf-CUT lê documento de solidariedade na Cinelândia

Os bancários sempre apoiaram as reivindicações dos professores por melhores condições de trabalho, salários dignos e educação de qualidade. Agora, que os educadores do município estão em greve em oposição ao projeto de Plano de Carreira do prefeito Eduardo Paes, com sérias ameaças à qualidade do ensino, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro renovou seu apoio.

O governo impôs o projeto contando com a maioria da base aliada na Câmara de Vereadores e mostrou, mais uma vez, o descaso com os professores e a educação. De novo, Paes chamou a polícia truculenta do governo Sérgio Cabral para agredir manifestantes, que aderiram à luta dos profissionais da área de ensino.

Na terça-feira (1º), o vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos de Souza, leu uma moção de apoio ao movimento e repúdio à violência policial contra os grevistas, durante ato público na Cinelândia. No documento, o Sindicato diz: “Exigimos do governo do Estado e da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro o imediato atendimento de todas as justas reivindicações dos profissionais de educação em luta”.

Para o Sindicato, a luta pela educação no Rio é a mesma dos educadores de outros estados e municípios do país. “Suas reivindicações são denúncias do profundo processo de privatização do ensino público”, diz ainda o documento. O Sindicato conclama outras entidades e movimentos sociais a somarem forças em defesa de uma escola pública, gratuita e de qualidade.

Após o protesto, a maioria dos vereadores mostrou que seus mandados estão à serviço de outros interesses que não os dos trabalhadores e da população e aprovou o projeto que impõe as 40 horas semanais na rede municipal.

Leia a íntegra do documento dos bancários:

Moção de Apoio aos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro

Nós, bancários do município do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 19/09 contra a ganância dos banqueiros e a intransigência dos governos que se recusam a abrir canais de negociação, deliberamos em nossa Assembleia que estamos solidários com a luta dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro. Nos colocamos contra a absurda intransigência do Prefeito Eduardo Paes e a inaceitável violência cometida pela PM a mando do governador Sergio Cabral.

Estamos ombro a ombro com a greve dos professores e funcionários incondicionalmente. A luta da educação no Rio é a mesma travada pelos educadores em todos os municípios e estados do país. Suas reivindicações também são denuncias do profundo processo de privatização do ensino público estadual e municipal.

Exigimos do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura Municipal do Ri de Janeiro o imediato atendimento de todas as justas reivindicações dos profissionais de educação em luta.

Conclamamos que as demais entidades e movimentos se somem a esta exigência em nome da construção de uma escola pública, gratuita e de qualidade que atenda aos interesses do conjunto da classe trabalhadora. A nossa unidade e solidariedade com a greve dos educadores do Rio de Janeiro pode pavimentar a necessária vitória destes lutadores e avançar na vitória de toda a classe trabalhadora.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio de Janeiro

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

WebMaster