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Protesto em frente à Agência Centro do Bradesco em João Pessoa encenou enforcamento simbólico de Trabuco –
Nesta segunda-feira (7), 19º dia da greve nacional dos bancários, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba relizou uma manifestação no Bradesco da Rua Duque de Caxias, na capital paraibana, para protestar contra as práticas antissindicais do Banco da Cidade de Deus. O ato público contou com orquestra de frevo e teve até o  enforcamento simbólico do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Prática Antissindical

Logo na chegada à agência, os sindicalistas foram surpreendidos com a postura antissindical da administração da Agência Centro do Bradesco, que, descumprindo uma ordem judicial, mandou retirar os cartazes de Greve afixados na entrada agência. “Não vamos admitir de forma alguma essa afronta não só aos trabalhadores em greve, como também à Justiça do Trabalho, que determinou a abertura da agência por força de liminar, mas garantiu o Direito Constitucional de Greve para os Bancários. Portanto, os cartazes devem permanecer até o último dia de paralisação”, dasabafou Marcelo Alves, secretário geral do SEEB – PB.

Discriminação

Os representantes dos bancários também detectaram outra irregularidade do Bradesco, agora contra os usuários e os clientes de baixa renda, que estavam sendo literalmente barrados na entrada daquela agência. Ato contínuo, fizeram contato com o Procon Municipal, que enviou dois fiscais para apurarem as irregularidades apontadas pelo movimento sindical.

Enforcamento de Trabuco

Entre animados frevos e discursos de protesto contra a arrogância, a prepotência e as práticas antissindicais, sindicalistas se revezavam em dizer à sociedade os motivos daquela manifestação, com  ênfase para as causas que levaram os bancários à greve. As falações culminaram com a simulação do enforcamento do todo poderoso presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

“Todos os constrangimentos que a população brasileira vem sofrendo com a greve dos bancários é por obra e graça da atitude dos banqueiros, que insistem em não querer discutir com os bancários em greve a pauta de reivindicações da categoria. O segmento da economia que vem obtendo sucessivos recordes de lucro, até agora só ofereceu 0,97% de ganho real para as verbas salariais e de 1,34% sobre o piso, sem falar nos demais itens da pauta dos bancários, que envolvem falta de segurança, contratação de mais bancários, condições de trabalho, fim das metas individuais e a prática de assédio moral. Os trabalhadores vivem literalmente sufocados todos os dias do ano, o que nos dá o direito de, pelo menos simbolicamente, enforcarmos Carlos Trabuco, que comanda um dos bancos mais rentáveis do País”, concluiu Marcos Henriques, presidente do Sindicato.

Assembleia

Os manifestantes aproveitaram o ensejo para reforçar a convocação aos bancários para a assembleia desta segunda-feira (7), às 19h, no Sindicato dos Bancários da Paraíba, para a apreciação da nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste sobre os salários de 7,1% (aumento real de 0, 97%) e para 7, 5% sobre o piso salarial (ganho real de 1, 34%). A proposta foi feita na última sexta-feira, em São Paulo. O Comando Nacional, a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários da Paraíba orientam a rejeição da proposta e a manutenção da greve.

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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