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Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, na manhã desta segunda-feira (14), um ato em frente à agência Praia de Tambaú, em João Pessoa, para reforçar a mobilização da categoria e cobrar avanços nas negociações com o banco. Os trabalhadores da instituição permanecem em greve e apontam o Saúde Caixa como um dos principais impasses para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A mobilização dos empregados da Caixa continua após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela instituição. Diferentemente dos trabalhadores do Banco do Brasil, que decidiram em assembleias realizadas na sexta-feira (11) aceitar a proposta do banco e retornar às atividades nesta segunda-feira, os empregados da Caixa optaram pela continuidade da greve.
De acordo com Paulo Henrique, diretor do Sindicato dos Bancários da Paraíba, a preocupação está principalmente nos impactos que as mudanças propostas para o Saúde Caixa podem provocar no orçamento dos trabalhadores. Segundo ele, o aumento das despesas com o plano pode comprometer os ganhos obtidos com o reajuste salarial.
“O grande impasse nas mesas de negociação é o plano de saúde. O aumento do Saúde Caixa supera o reajuste dado aos salários, ou seja, esse reajuste acaba sendo consumido pelo plano. Por esse motivo, os funcionários da Caixa decidiram continuar em greve”, explicou Paulo Henrique.
Durante o ato, os trabalhadores também destacaram a importância social da Caixa Econômica Federal e defenderam que a valorização dos empregados acompanhe o papel desempenhado pela instituição no país. Fred Gadelha, da agência Praia de Tambaú, lembrou a atuação do banco na execução de políticas públicas e em momentos de crise, como durante a pandemia da Covid-19.
“Não tem como falar da evolução social brasileira sem reservar um capítulo muito especial para a Caixa Econômica Federal. A Caixa é um instrumento importante das políticas públicas e sociais do Governo Federal. Durante a pandemia, por exemplo, não se furtou de estar ao lado da população, pagando o auxílio e fazendo a diferença em um momento tão difícil”, afirmou.
Para Fred, o desenvolvimento da instituição ao longo dos anos precisa ser acompanhado pela preservação dos direitos e pela valorização dos empregados. “Nós não podemos viver sem plano de saúde e não podemos arcar com uma despesa que comprometa nosso salário. Estamos lutando por aqueles que construíram essa história, inclusive os aposentados, e pela manutenção das conquistas dos trabalhadores”, acrescentou.
A diretora do Sindicato dos Bancários da Paraíba Danielle de Freitas Pereira destacou que esta segunda-feira marca o terceiro dia de greve dos empregados da Caixa e afirmou que a mobilização ocorre de forma articulada nacionalmente. Segundo ela, a condução das negociações e as sinalizações envolvendo benefícios dos trabalhadores aumentaram a insatisfação da categoria.
“Estamos em mais um dia de uma greve forte e unitária em todo o Brasil. Os empregados estão com um sentimento de revolta e injustiça. Estamos em uma luta justa pelo nosso plano de saúde e pela manutenção dos nossos direitos”, afirmou Danielle.
O movimento sindical defende a retomada das negociações e uma solução para o Saúde Caixa que preserve a sustentabilidade do plano sem transferir aos empregados e aposentados um peso considerado desproporcional. Enquanto as tratativas continuam, os trabalhadores da Caixa mantêm a greve e as mobilizações na Paraíba.
Nesta terça-feira (15), a mobilização continua em João Pessoa. O Sindicato dos Bancários da Paraíba convida os empregados da Caixa e a população a participarem de um novo ato, desta vez em frente à agência Caixa Cabo Branco, localizada na Avenida Miguel Souto, no Centro.





