Os bandidos que sequestraram o gerente do Banco do Brasil na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, e que levaram todo o dinheiro da agência sabiam detalhes da rotina dos funcionários.

O delegado Anselmo Cruz, da Divisão de Furtos e Roubos da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic), assumiu o caso e acredita que os assaltantes façam parte de uma quadrilha especializada em roubo a bancos e que os bandidos não são de Santa Catarina.

– Eles agiram com mais imaginação que violência – disse Anselmo referindo-se à ação cinematográfica dos bandidos na manhã desta sexta-feira (24).

O crime teve início no início da noite de quinta, quando dois homens abordaram o gerente do banco no fim da rua Osni Ortiga, já próximo ao Rio Tavares. Eles levaram a vítima para a pousada onde ele mora, na mesma rua. Ali, amarraram um suposto explosivo à cintura do gerente.

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O artefato era feito de dois tubos de PVC, com fios amarrados a um celular. Assim, a vítima passou a noite toda vigiado por um dos bandidos. Mais tarde, análise comprovou que não se tratava de uma bomba.

Por volta das 7h30min, saíram para a agência da Lagoa. Lá estavam outros assaltantes. O gerente acredita que eram de três a cinco homens. Todos armados com revólveres calibre 38. Os funcionários da agência, inclusive o vigilante, foram rendidos pelo grupo enquanto chegavam para trabalhar.

Os assaltantes não esconderam os rostos. Apenas pediam para que os funcionários não olhassem para eles. As vítimas – de nove a 10 funcionários – foram trancados em uma sala. Ninguém foi ferido, exceto o gerente do banco que levou um tapa no rosto.

Às 9h20min, aconteceu a abertura automática do cofre do banco. Então, os bandidos retiraram todo o dinheiro. Antes disso, aproveitaram para pegar toda a quantia que estava nas gavetas e no caixa eletrônico. O valor levado não foi divulgado oficialmente, mas alguns funcionários disseram que somente no cofre havia R$ 500 mil.

Ao sair, os assaltantes tiraram os explosivos da cintura do gerente e escolheram outro funcionário para levar como refém. Eles usaram o carro de uma das vítimas – um Sandero – pegaram todo o dinheiro, colocaram o refém no porta-malas e saíram.

Na subida do morro da Lagoa, estacionaram e abandonaram o carro com a vítima dentro. O funcionário conseguiu sair do porta-malas, pegar o carro e foi direto para a agência do Banco do Brasil do bairro Trindade avisar sobre o assalto.

Na agência da Lagoa, as demais vítimas ficaram trancadas e os assaltantes deixaram ainda uma suposta bomba como ameaça caso alguém chamasse a polícia.

A bomba

O artefato que seria uma bomba foi desativado na manhã de sexta ainda na agência bancária. Depois foi encaminhado à sede da Deic. De acordo com a polícia, o material parecia ter explosivo, mas aparentemente não tinha como ser acionado à distância.

Agentes do Instituto Geral de Perícias (IGP) passaram o dia buscando vestígios dos bandidos na agência. Segundo o delegado Anselmo Cruz, os assaltantes teriam deixado poucas pistas.

Fonte: Zero Hora

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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