O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde da Caixa Econômica Federal, que reúne representantes dos empregados e da direção da empresa, se reúne nesta quinta e sexta-feira, dias 23 e 24, em Brasília. O encontro está marcado para o edifício Caixa II, no 6º andar.

Esse GT foi formado para debater os problemas de saúde enfrentados pelos trabalhadores e está previsto na cláusula 31ª do aditivo da Caixa à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária.

Na reunião serão debatidos temas como Saúde Caixa e normativos sobre licença de saúde comum e acidente de trabalho. Esses debates são importantes e, como houve mudança na estrutura da Caixa, a empresa está renovando seus representantes nesse fórum. Será retomada, por exemplo, a discussão sobre o papel dos dois GTs – o de Saúde do Trabalhador e o de Saúde Caixa.

No caso do Saúde do Trabalhador, a Caixa está desrespeitando o que foi definido em mesa permanente de negociação. Por exemplo: alterou de forma unilateral o RH 025, voltando a exigir posição do Código Internacional de Doenças (CID) nos atestados. Essa, aliás, é uma questão de sigilo médico e do direito do cidadão, a quem cabe recusar-se a divulgar o seu próprio diagnóstico.

Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e representante no GT Saúde, questiona as alterações unilaterais feitas no RH 025, que trata dos procedimentos operacionais de licença médica, assim como em outras situações. Nesse particular, ele reafirma o entendimento de que norma negociada só pode ser novamente alterada mediante negociação.

Em relação ao Saúde Caixa, haverá também a retomada do debate sobre uma questão recorrente: a destinação dos recursos do plano de saúde. Mais uma vez, os representantes dos empregados frisam a necessidade de avanços no trato dos problemas existentes nessa área, ainda não priorizados pela empresa.

Para Plínio, a falta de uma gestão eficiente potencializa os problemas. Ele diz que a questão da saúde não se resume a equipes, mas também tem a ver com acompanhamento e negociação.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, afirma que a questão do custo precisa ser avaliada como investimento.

Nesse particular, portanto, a reivindicação é para que o superávit anual seja utilizado para a melhoria do Saúde Caixa, com o devido aporte de 70% por parte do banco, de modo a melhorar a qualidade dos serviços para ampliar o atendimento.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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