Puxada pelo Brasil, a América Latina foi uma das regiões de maior crescimento da MasterCard no ano passado. A bandeira fechou 2010 com 2,8 bilhões de transações no bloco que inclui o Caribe, considerando-se compras e saques, mas sem contar as marcas Cirrus e Maestro. Isso gerou um movimento bruto de US$ 221 bilhões, com acréscimo de 17,4% (em moeda local) em relação a 2009. Só no quarto trimestre, foram 801 milhões de transações, em US$ 66 bilhões. O número de cartões com a marca cresceu 4,5% nesse intervalo, totalizando 127 milhões.

A MasterCard não abre os números do Brasil, mas segundo o presidente da subsidiária local, Gilberto Caldart, a bandeira cresce no país em linha com o mercado. "Seguimos o fluxo de crescimento na indústria." Os dados preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) apontam um crescimento de 21% no volume transacionado no ano passado, entre débito, crédito e cartões "private label" (marca do próprio lojista), um giro equivalente a R$ 538,3 bilhões.

Comparativamente ao que movimenta no mundo, a América Latina e o Caribe representam menos de 10% dos negócios da MasterCard, razão pela qual o ritmo nesses mercados tende a ser mais acelerado, com o Brasil exercendo papel-chave. "Estamos otimistas com os prognósticos para o setor, neste e nos próximos anos, com a crescente substituição do cheque e do dinheiro pelos meios eletrônicos de pagamento, que representam só um quarto do consumo privado", diz Caldart. "Há um movimento de bancarização em curso no Brasil e vamos ajudar na inclusão financeira com o lançamento de estruturas de pagamentos móveis e também com os pré-pagos."

Em fase de testes, em São José dos Campos, interior de São Paulo, está o projeto de "mobile payment", numa iniciativa conjunta da MasterCard com o Itaú, Redecard e a Vivo. No segmento de pré-pagos – que promete ser uma das forças da nova bandeira elo, negócio compartilhado por Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal -, a bandeira comprou, no ano passado, a divisão de administração de cartões pré-pagos da Travelex, por US$ 458 milhões, e o primeiro produto resultante dessa aquisição no país deve ser o cartão de viagem, que vai rivalizar com o Visa Travel Money, da principal concorrente. "Começamos por viagens e depois vamos lançar outras linhas", conclui Caldart.

 
Fonte:  Valor Econômico / Adriana Cotias
Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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