Contraf-CUT
Comando Nacional discutiu estratégias e mobilização

Foi realizada nesta terça-feira (21), em São Paulo, a segunda reunião do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que discute a estratégia, mobilização e organização da Campanha Nacional 2015.

Houve relatos de dirigentes sindicais sobre os vários encontros e conferências estaduais e regionais já realizados e outros eventos que ainda deverão ocorrer no próximo final de semana. No sábado (25), por exemplo, haverá conferência em São Paulo.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, ressaltou que as conferências já realizadas até o momento “foram técnicas, mas muito politizadas”. As discussões, observou Roberto, foram centradas na questão do emprego, no fenômeno da automação e da terceirização.

O fórum maior para as discussões será a 17ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre os dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto, em São Paulo (SP). Além dos debates, será aprovada a estratégia e a pauta de reivindicações a ser entregue para a Fenaban.

A segunda reunião do Comando Nacional começou com uma análise da conjuntura nacional e bancária feita pela economista Vivian Rodrigues, do Dieese, que propôs uma reflexão para as negociações deste ano. De acordo com a apresentação, as medidas adotadas recentemente vão na linha contrária da busca do crescimento econômico. Os números apontam que os reflexos já começaram com a queda do PIB, retração no mercado de trabalho e os aumentos nas taxas de juros.

O principal dado negativo é que, de janeiro de 2012 a maio de 2015, o setor bancário fechou mais de 22 mil postos de trabalho, uma média de 545 empregos a menos durante 41 meses. Vivian apresentou ainda trabalho sobre os reflexos da tecnologia no setor bancário.

Outro apontamento do estudo é que o número de agências cresce abaixo da demanda por serviços bancários. Até por isso, a representatividade das agências nas operações cai pela metade entre 2010 e 2014. Hoje, apenas 7% das transações são realizadas em agências.

INFORMES

Na parte da tarde, o secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Fabiano da Silva Junior, relatou que as negociações da mesa temática de igualdade de oportunidades, no último dia 15, para discutir a disponibilização de um plano de cargos e salários e a formação de um grupo de trabalho para a campanha nacional contra o assédio sexual nos bancos não obteve avanços.

Sobre os cargos e salários, os bancos alegaram não poder disponibilizar os planos porque cada instituição bancária possuiria um diferente. E afirmaram que os trabalhadores já teriam acesso hoje aos planos. Os dirigentes sindicais, no entanto, insistiram na necessidade de apresentação do plano e os bancos mantiveram a negativa.

Já Gerson Pereira, secretário de Comunicação da Contraf-CUT, apresentou a peça publicitária da Campanha Nacional 2015, definida pelo coletivo de imprensa, após quatro encontros com representantes de sindicatos e federações de todo o Brasil. Agora, o material será apresentado oficialmente na 17ª Conferência Nacional dos Bancários.

Na sequência, o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, detalhou as conversas com a direção da instituição sobre o déficit na Cassi, a intenção do banco de aumentar contribuições e os impactos no balanço financeiro do banco. A intenção é de acrescer um percentual de 0,99% dos salários à contribuição mensal dos ativos.

Depois, a presidenta do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Eliana Brasil, informou que os trabalhadores negociam com a direção da Caixa alternativas para o superávit do Plano Saúde Caixa. O que deve entrar em vigor nos próximos meses é a redução da contribuição dos funcionários de 20% para 15%. Nesta quarta-feira, a Comissão de Empresa dos Empregados da Caixa terá reunião com a direção do banco.

Fonte: Contraf-CUT

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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