Pela valorização dos trabalhadores, a Contraf-CUT e o sindicato dos bancários de Jundiaí realizaram nesta quarta, 5 de agosto, a entrega de 2.300 jornais aos cerca de 5.000 terceirizados que trabalham na Tivit, em Jundiaí, prestando serviços bancários ao Bradesco. Diversas denúncias foram feitas pelos empregados que cobram da empresa melhores condições de trabalho.

Os terceirizados continuam indignados com a postura da empresa, que além de não reconhecê-los como bancários, ainda se vêem obrigados a cumprirem metas individuais e de equipe que podem resultar em punições, como advertências e a não folga. Contudo, se ainda tiverem sucesso, são recompensados com um saco de pipocas.

Meta semanal

Os cerca de 5.000 trabalhadores atuam com a venda de cartão de crédito. A meta semanal é de sete cartões de crédito por semana e a obrigatoriedade de permanecer em linha com o cliente pelo tempo mínimo de 15 minutos. O não cumprimento deste procedimento pode acarretar até uma advertência, que somadas geram demissão.

Intra-estrutura

Os trabalhadores afirmam que não há aparelho microondas no refeitório, sendo obrigados a ingerir a comida fria, além do que não há limpeza com freqüência, levando ao aparecimento de baratas. Os banheiros, feminino e masculino, apresentam o mesmo problema de limpeza.

Outras denúncias ainda foram apresentadas, como a prática do assédio moral exercida pelos supervisores da terceirizada e a advertência e demissão de forma imotivada. Uma das punições pode ser causada pela falta, mesmo com o atestado médico. A empresa diz que ele é aceito ou não depois de ter a situação analisada. Caso não seja aceita, a equipe inteira é prejudicada e a folga é adiada até que a meta seja batida.

A remuneração dos empregados é de R$ 460,00 e o vale-refeição foi recentemente aumentado para R$ 3,00 depois que o movimento sindical bancário se reuniu com a terceirizada em 3 de julho. O valor anterior era de R$ 2,25. Equiparando com os bancários, a remuneração inicial fica em R$ 1.013,00, o vale alimentação de R$ 272,00 e o refeição de R$ 15,80.

"Estamos preparando novas atividades para denunciar a terceirizada até que os trabalhadores sejam definitivamente valorizados", afirma Lindiano José da Silvia, diretor da Contraf-CUT.

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Fonte: Contraf-CUT

Walmar Pessoa
Author: Walmar Pessoa

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