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Com as conquistas econômicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026, reajustes nos salários, tíquetes e PLR serão injetados R$ 13,5 bi a mais na comparação de um ano
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou alta de 3,98% nos 12 meses encerrados em 31 de agosto, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com 0,6% de ganho real conquistado pela categoria na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), as bancárias e os bancários terão reajuste de 4,6% sobre os salários e todas as demais verbas, incluindo vales-alimentação e refeição, auxílio creche/babá e na Participação nos Lucros e Resultados/PLR (tanto na regra básica, quanto na parcela adicional). No total, serão injetados R$ 97 bilhões na economia até agosto de 2027.
“Em uma conjuntura de reestruturação do sistema financeiro, implementação de novas tecnologias, e ameaças dos bancos de impor perda salarial à categoria, conseguimos garantir em mesa de negociações o aumento acima da inflação por dois anos, não só nos salários, como em todas as cláusulas econômicas de nossa CCT. Serão em torno de R$ 13,5 bilhões no bolso dos bancários a mais do que no ano passado”, observou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. Só com o reajuste nos auxílios alimentação e refeição, terá um aporte adicional de R$ 500,1 milhões em um ano. Atualmente, o valor total recebido anualmente com esses auxílios soma R$ 11,4 bilhões.
Os valores consideram salário, tíquetes e a PLR a serem pagas pelos bancos aos bancários até agosto de 2027.
Veja abaixo as tabelas com os valores e a variação no ano


Histórico de reajustes
Após enfrentar um período de arrocho salarial durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a categoria bancária tem conquistado aumento real de salários e nos demais direitos econômicos previstos na CCT. De 2004 até os reajustes destes dois anos que se encerram em agosto de 2027, o aumento real chega a 24,9% nos salários. Se contar os pisos específicos da categoria, o aumento real chega a 47,1%.
“De lá pra cá, conquistamos aumento real praticamente todos os anos. A exceção são os anos em que o país estava sob o governo de Michel Temer e Jair Bolsonaro. E esta é uma prova de que temos ter muita atenção na hora da escolha dos nossos candidatos. Não apenas à Presidência da República, mas também para os cargos de deputados e senadores, que ajudam a sustentar e a aprovar as propostas do governo”, disse Juvandia Moreira.
Veja abaixo as tabelas com o histórico de reajustes de salários e dos pisos da categoria


Cláusulas sociais
De todos os direitos conquistados definidos na CCT da categoria bancária, 85% são acima dos previstos na legislação brasileira para toda a classe trabalhadora. E muitos deles sequer estão previstos em lei.
“A categoria bancária é pioneira na conquista de direitos. Foi a primeira a ter o direito à PLR clausulado em sua Convenção Coletiva. E, até hoje, ainda lutamos para conquistar para as demais categorias muitos direitos que os bancários já possuem”, disse a presidenta da Contraf-CUT. “Neste ano, por exemplo, além do aumento real e de preservar 100% da nossa CCT, avançamos no debate sobre o monitoramento digital, na gestão ética da tecnologia, no direito à desconexão e nas discussões sobre a implementação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1, do Ministério do Trabalho e Emprego), que aborda os riscos psicossociais e a construção de um plano de ação para evitar o adoecimento mental no trabalho”, completou.
A CCT dos bancários possui mais de 140 cláusulas que, além de questões econômicas, tratam também de diversas questões sociais, como adiantamento de salários em casos de afastamentos para tratamento de saúde, enquanto o INSS não paga o benefício; de igualdade de oportunidades para mulheres, negros, PCDs e LGBTs; e até de garantias econômicas e assistenciais para bancários que residem ou trabalham em áreas afetadas por tragédias naturais.
Fonte: Contraf-CUT





