Consulta à categoria: bancários da Paraíba exigem aumento real e mostram disposição para mobilização na reta final da Campanha

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Na reta final das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a categoria na Paraíba demonstra unidade em torno das principais reivindicações econômicas e disposição para defender seus direitos. É o que revela a consulta realizada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba, que reuniu 404 respostas válidas entre os dias 11 e 13 de agosto.

Os números mostram um consenso praticamente absoluto em torno da pauta econômica. 99,5% dos participantes afirmam priorizar um reajuste salarial com aumento real, enquanto 99,3% defendem a preservação ou reajuste da PLR acima da inflação e o mesmo percentual considera prioridade o reajuste dos auxílios alimentação e refeição.

O levantamento também mostra que a categoria está acompanhando de perto o momento decisivo da campanha. 94,6% dos bancários que responderam à consulta afirmam estar cientes da fase final das negociações e da assembleia decisória. Ao mesmo tempo, 80% dizem se considerar informados sobre o processo de negociação, indicando que ainda existe espaço para ampliar a comunicação sindical antes das próximas decisões.

Aumento real é prioridade para praticamente toda a categoria

A reivindicação por ganho real aparece como o principal ponto de convergência entre os bancários paraibanos.

Dos 404 participantes, 401 apontaram o reajuste salarial com aumento real como prioridade, o equivalente a 99,5%. O mesmo número defende a preservação ou reajuste da PLR acima da inflação, enquanto outros 401 consideram prioritário o reajuste dos auxílios alimentação e refeição.

O resultado demonstra que, independentemente da instituição financeira, existe uma pauta econômica comum entre os trabalhadores: recompor o poder de compra dos salários e garantir que benefícios importantes para a renda da categoria não percam valor diante da inflação.

A reivindicação ganha ainda mais peso diante da situação financeira relatada pelos próprios trabalhadores. 47,5% dos participantes afirmaram estar em situação de endividamento ou enfrentando dificuldades financeiras, o que significa que quase um em cada dois bancários ouvidos relata algum grau de dificuldade para honrar seus compromissos.

Categoria demonstra disposição para mobilização

A consulta também buscou saber qual seria a posição dos bancários diante de uma eventual proposta patronal considerada insuficiente.

O resultado aponta para uma parcela expressiva disposta a intensificar a mobilização. 31,9% afirmaram que participariam de uma greve por tempo indeterminado, caso a paralisação fosse aprovada democraticamente, enquanto 25,7% disseram estar dispostos a participar ativamente de assembleias, mobilizações e protestos.

Somados, os dois grupos representam 57,7% dos participantes, mais da metade da categoria consultada, indicando disposição para ações coletivas mais firmes na reta final da campanha.

Para o Sindicato, os números reforçam a importância de manter a categoria informada e mobilizada antes da assembleia decisória.

Dificuldades financeiras reforçam urgência da pauta

Além da pauta salarial, a consulta revela um cenário de vulnerabilidade que atinge uma parcela significativa dos trabalhadores.

Quase metade dos participantes — 47,5% — relata estar em situação de endividamento ou dificuldade financeira. Ao mesmo tempo, 85,1% afirmam já ter sofrido alguma tentativa de golpe tecnológico.

Os dados evidenciam que, além da pressão econômica, a categoria enfrenta riscos cada vez maiores relacionados ao ambiente digital. Mais de oito em cada dez bancários que responderam à consulta já foram alvo de alguma tentativa de golpe tecnológico.

Mobilização pode ser decisiva na reta final

A consulta realizada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba apresenta um cenário de forte unidade em torno da pauta econômica e de disposição significativa para a mobilização.

De um lado, praticamente toda a categoria consultada defende aumento real nos salários, preservação ou reajuste da PLR acima da inflação e valorização dos auxílios. De outro, 57,7% já se posicionam favoravelmente à greve ou à participação ativa em assembleias, mobilizações e protestos diante de uma proposta considerada insuficiente.

Ao mesmo tempo, cerca de um em cada cinco bancários ainda não definiu sua posição, o que reforça a importância da comunicação e da participação coletiva nas próximas decisões.

Com as negociações entrando em sua fase decisiva, os números da consulta deixam claro o recado dos bancários da Paraíba: a categoria quer valorização, aumento real e respeito aos direitos conquistados — e está disposta a se mobilizar para defender suas reivindicações.

Fique atento aos canais de comunicação do Sindicato dos Bancários da Paraíba e participe das próximas assembleias. A força da negociação está na participação da categoria.

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