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Crédito: Bancários PA/AP
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Os bancários e bancárias do Banco da Amazônia completaram nesta segunda-feira (18) vinte e um dias de greve por melhores salários e melhores condições de trabalho. Reunidos em assembleia na noite de hoje na sede do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, os empregados do Banco tiveram oportunidade de receber alguns informes, mas não tiveram nenhuma nova proposta formalizada pelo Banco da Amazônia para que pudessem avaliar e deliberar.

O secretário de organização da Contraf-CUT, Miguel Pereira, informou à assembleia que durante a tarde de hoje houve uma reunião entre o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a diretoria do DEST onde foi autorizado ao Banco da Amazônia a manutenção do montante de 9,25% do lucro da instituição para o pagamento da PLR, sendo que a distribuição seria em um novo formato, diferente do ano passado: do montante, 50% do lucro líquido seria distribuído linearmente e 50% proporcional aos salários.

Além disso, o DEST também autorizou o Banco da Amazônia a abonar 50% dos dias parados durante a greve e a compensar os 50% restantes no mesmo formato que foi acordado com o BNB.

A Contraf-CUT repassou o informe desta reunião com o DEST para o Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá e à Fetec-CN, que procuraram o Banco para a formalização desse novo patamar. Porém, a direção da instituição informou que não tinha conhecimento da referida reunião, nem tinha autorização do DEST para proceder a negociação da proposta com as entidades sindicais.

O diretor de RH do Banco da Amazônia informou à comissão de negociação dos empregados da empresa que a instituição ajuizou dissídio de greve para forçar a volta ao trabalho dos bancários e bancárias em greve, mas o Sindicato não foi notificado pela Justiça sobre a referida ação.

"Como no dia de hoje não tivemos nenhuma nova proposta formalizada pelo Banco da Amazônia para deliberarmos em assembleia, continuaremos seguindo com a nossa luta e nesta terça (19) daremos continuidade a nossa greve com toda a força demonstrada até o momento", afirma Rosalina Amorim, presidente do Sindicato.

"Os bancários e bancárias não devem se intimidar com as possíveis ameaças judiciais que possam vir a ocorrer durante as mobilizações que faremos nesta terça-feira, e caso isso ocorra a categoria deve denunciar imediatamente ao Sindicato, pois tomaremos todas as iniciativas legais para garantir o livre exercício do direito de greve, assegurado pela Constituição Federal a todos os trabalhadores", ressalta Sérgio Trindade, vice-presidente do Sindicato e coordenador da comissão de negociação dos empregados do Banco da Amazônia.

Neste momento, uma vez já autorizada pelo DEST a formalização de uma nova proposta, e a mesma não foi apresentada pelo Banco da Amazônia, os empregados da empresa seguem com o movimento de greve no aguardo de um novo posicionamento da instituição. Com a palavra, o presidente do Banco da Amazônia.

Fonte: Bancários PA/AP

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