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Bancárias e bancários realizam nesta terça-feira (11) um Dia Nacional de Luta contra as demissões e o fechamento de agências promovidos pelo Bradesco em todo o país. A mobilização ocorre durante o período de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e busca pressionar o banco a interromper os desligamentos e preservar as unidades de atendimento.
A mobilização foi orientada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco. Entre as orientações para o dia de luta está o atraso de duas horas no início do expediente. Segundo o comunicado da entidade, mesmo durante o processo de negociação da Campanha Nacional, o Bradesco segue realizando demissões e fechando agências em diferentes regiões do país.
Na Paraíba, o Sindicato dos Bancários reforça a mobilização e chama atenção para os efeitos dessas medidas não apenas sobre os trabalhadores, mas também sobre os clientes que ainda dependem do atendimento presencial nas agências.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, a categoria está em plena campanha salarial e, justamente neste período de negociação, os bancos deveriam demonstrar respeito aos trabalhadores, evitando demissões e o fechamento de unidades.
“Nós estamos no período da Campanha Nacional dos Bancários, em um momento de negociação, e o banco continua demitindo e fechando agências. O que estamos cobrando é respeito à categoria. O Bradesco, assim como os demais bancos, precisa entender que por trás dessas decisões existem trabalhadores, famílias e também uma população que precisa ser atendida”, afirma Lindonjhonson.
Menos funcionários, mais dificuldades para a população
O Sindicato também alerta que a redução do número de trabalhadores nas agências interfere diretamente na qualidade do atendimento oferecido à população. Embora os bancos tenham ampliado os serviços digitais, ainda existe uma parcela significativa de clientes que necessita do atendimento presencial, especialmente pessoas que têm maior dificuldade de utilizar celulares e computadores.
“Quando você demite um funcionário, é menos uma pessoa para atender a clientela. Ainda temos muita gente que precisa ir à agência, principalmente aposentados e funcionários públicos. Existe uma preparação para que as pessoas utilizem o celular e o computador, mas o atendimento presencial continua sendo muito importante para uma parcela da população”, explica o presidente do Sindicato.
O fechamento de agências também amplia a distância entre a população e os serviços bancários, sobretudo para quem depende das unidades físicas para resolver problemas, tirar dúvidas ou realizar operações que não consegue executar pelos canais digitais.
Demissões também pressionam a saúde dos bancários
Além do impacto sobre os clientes, o Sindicato chama atenção para as consequências das demissões sobre os trabalhadores que permanecem nas instituições financeiras. Com equipes menores, a demanda é redistribuída entre menos funcionários, aumentando a pressão por produtividade e o cumprimento de metas.
Lindonjhonson destaca que a preocupação com a saúde dos bancários precisa estar no centro das negociações.
“Quando acontece uma demissão, diminui o número de funcionários e quem permanece passa a ser pressionado a atender mais pessoas. A pressão aumenta, as metas abusivas continuam e não podemos aceitar que os bancos pensem apenas em cobrar, cobrar e cobrar metas, sem pensar na saúde do trabalhador. O funcionário também é humano”, ressalta Lindonjhonson.
O dirigente reconhece que a transformação tecnológica e o avanço da inteligência artificial fazem parte das mudanças pelas quais passa o sistema financeiro, mas defende que a modernização não pode servir como justificativa para precarizar as relações de trabalho.
“Sabemos que existem novas tecnologias e inteligência artificial, mas isso não pode significar simplesmente demitir trabalhadores. Nós vamos continuar defendendo a categoria contra as demissões e contra o adoecimento provocado pela pressão excessiva”, afirma o presidente.
Sindicato cobra compromisso dos bancos
A mobilização desta terça-feira faz parte da estratégia nacional dos bancários para pressionar os bancos durante as negociações da Campanha Nacional 2026. O movimento sindical defende que as instituições financeiras interrompam as demissões e o fechamento de agências e considerem os impactos dessas decisões sobre trabalhadores e clientes.
Para o Sindicato dos Bancários da Paraíba, a defesa do emprego está diretamente ligada à qualidade do serviço bancário oferecido à população e à preservação da saúde dos trabalhadores.
“Os bancos têm lucros enormes e não podem colocar toda a responsabilidade sobre os trabalhadores. O que nós queremos é que o banco cesse as demissões, respeite a categoria e respeite também a população que precisa do atendimento. É isso que estamos cobrando na mesa de negociação e é isso que vamos continuar defendendo nas ruas”, conclui Lindonjhonson.
A orientação para o Dia Nacional de Luta contra as demissões e o fechamento de agências foi emitida pela Contraf-CUT para esta terça-feira (11), como parte das mobilizações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.




